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| Vortigern, o Primeiro de seu nome, com 98 anos. Pintura em óleo sobre tela do mestre Daerônn, Palácio Imperial de Grian |
Gnarr Hakón, rei de Zatmenya antes dessa ter sido dominada pelo Império, rapidamente criou um golpe de estado e retomou o controle da cidade à antiga hierarquia. Depois, enviou tropas para Beren, Sulfuo, Gorón e todas as outras cidades ao seu redor, liberando-as do controle de Grian. Unificaram as suas forças sob a liderança de Zatmenya e o comando de Hakón. Surgiru uma potência capaz de rivalizar Grian, algo que nem a união dos elfos do norte, as cidadelas mercantes do deserto ou a república de anões tinham sonhado em conseguir. Todos que eram contra a dominação de Grian, contra a campanha de Vortigern ou desejavam sua liberdade de volta, se submeteram ou se aliaram a Zatmenya, aumentando-a em forças e em números. Zatmenya declarou guerra a Grian no mesmo dia em que renasceu.
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| Ivor Hakón, com sua armadura de couro de Titã, captura de imagem arcana em peça de louça pelo mago Zarqön, museu de arte de Beren. |
2234. Em quase duzentos anos de guerra, Grian perdeu quase metade do território que havia conquistado, Zatmenya teve uma grande sequência de vitórias e conquistas, seus diversos e variados soldados, o Xadrez Azul, como ficaram populares, provaram ter uma força verdadeira. Mas quando o fronte alcançou a metade do continente, a guerra chegou em uma trava. O Canyon dos Perdidos, o Rio Primordial, as Florestas do Norte e diversos outros acidentes geográficos no local deram suporte às defesas de Grian, e Zatmenya encontrou uma forte resistência. Começaram a ter baixas numerosas e sequencias de falhas em assaltos. Grian e seu Tapete Vermelho e Dourado de tropas fizeram diversos contra-ataques, mas foram rechaçados com praticamente a mesma força. Por mais que algumas vitórias ainda acontecessem, nenhuma delas era o suficiente para retirar a guerra do seu impasse.
Nas últimas décadas, a guerra se tornou fria e sem movimento. O último grande combate entre os dois exércitos foi visto em 2287, na luta que ficou memorizada pelos cantos dos bardos como O Engaje Do Castelo Olho-Do-Lago, em que Zatmenya chegou a perder, cantam, dez mil soldados em sua empreitada falha. Com o tempo, para poupar perdas e gastos, os confrontos foram diminuindo até parar totalmente. Mas em nenhum momento foi-se declarado paz ou trégua, e por nenhum segundo Grian ou Zatmenya deixaram de treinar soldados ou forjar espadas.
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| General Sir Ian Kord e cavalaria, óleo sobre tela do mestre Raphael Zias, museu de arte imperial de Tzör. |
2365. Hoje. Fyonn Vortigern V é o Imperador de Grian e Ivor Hakón é Rei das Terras Unidas de Zatmenya, e ambos travam guerras entre si de um jeito que não se pode ver. Ainda assim, o comércio flui com liberdade pelas terras, enquanto que os nobres esbanjam de suas vidas. Para as pessoas dos círculos internos de ambos os lados, a guerra é algo passado e esquecido, se resumindo a engajes políticos e até financeiros. Mas aqueles que vivem na fronteira, que sofreram quando ondas de soldados lutaram nas ruas de suas cidades e campos, que perderam parentes e antepassados, que tiveram suas casas queimadas por armas de cerco e explosões arcanas, aqueles que viram o terror... Para eles, a guerra não acabou. O medo continua vivo.


