Primus

Primus
Mapa de Primus, Versão Beta 1.3, por Cesar Augusto

Lanterna-Negra e São James

 Na costa sudoeste de Primus é bem conhecida a lenda do pirata Lanterna-Negra, que assombrava as cidades costeiras a seculos atrás. Navegando em um navio negro de três mastros, com uma figura dracônica na proa, e mais de 100 canhões, ele assaltava os portos e as vilas na calada da noite.

Adeya, A Imortal

O seu título vem do fato que ele sempre carregava uma enorme lanterna à óleo que queimava uma fantasmagórica chama esverdeada. Sua arma de escolha era uma longa espada leve, que brandia com a outra mão, com a qual cortou diversos inimigos. Alguns também diziam que ele era capaz de usar magias, bolas de fogo esverdeado que saíam da lanterna.

O seu navio, Adeya, carregava velas negras e dispunha de uma horrenda tripulação, todos diversos monstros que dizem ter vindo de todos os diferentes infernos e a quais eram atribuído todo o tipo de horrores. Cidades atacadas por eles eram dizimadas, tudo o que tem valor era roubado e os que os que ousavam enfrentá-los não sobreviviam para contar a história. Tudo aquilo que não era explodido pelos canhões do navio era dizimado pelos ataques das espadas dos piratas. Lanterna-Negra, seu navio e tripulação, porém, nunca mais foram vistos em mais de 500 anos.

Essa lenda é conhecida por todos da região, crianças crescem sob essas histórias de terror e até os mais idosos respeitam os contos. Porém, entre alguns dos mais bravos marinheiros, é repassado um conto de um herói que viveu na mesma época. De um santo: São James.

Somente à alguns poucos é repassado as histórias do São James, e ainda menos de fato acreditam. É dito que ele conquistou a vida com um copo de cerveja na mão, e que se tornou santo por causa da fé que inspira em todos os seus subordinados. Ele comanda uma frota que navega o Oceano das Estrelas Caídas, que cruzam as águas durante a noite e parecem surgir da névoa. Alguns chegam a dizer que os navios em si são espíritos. Ele traz boa fortuna e proteção para todos os navegadores, seu nome guia os perdidos e os náufragos, é simbolo de prosperidade para as cidades costeiras que visita.


Um retrado de São James, em seus primeiros séculos

“Grita em protesto para um sussurro de calúnia, divide uma caneca para cada lágrima de tristeza, para cada dúvida ele ilumina o nosso caminho: nosso São James!” - cantam esses marinheiros em coro, navegando em alto mar e tendo fé na proteção de seu santo.

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Sæculórum

 Durante a chamada Balança, ocorrida éons atrás, na qual é dito que as forças da vida, matéria, existência, Yähe e as da magia, energia e emoções, Maleqüinn guerrearam. O segundo utilizou de suas vastas forças para reunir todos os mais proibidos e profanos conhecimentos do arcanismo em um único livro, de forma a criar uma ferramenta a utilizar contra seu rival. Esse livro é conhecido como Sæculórum.

O livro é escrito com uma linguagem além do divino, e não possui forma ou descrição, mas muitos o imaginam como um arcaico tomo contendo em suas páginas amarelas retratos da morte e de destruição, além de detalhes de encantamentos maléficos perdidos a tempos. Apenas os mais antigos registros eladríns e devas contém referências ao livro profano e tais informações estão apenas disponíveis para os mais sábios e sagrados dessas sociedades.


Aquele que obter o livro dos mortos poderia utilizar os seus poderes para comandar o mundo à livre vontade, onipotente, tamanho é o poder contido em suas páginas. Os sacramentos negros nele registrados foram compilados com as forças de Maleqüinn e por si só podem corromper o universo a sua volta.


Porém é conhecido que Yähe tomou o álbum negro das mãos de Maleqüinn, em combate, e o cortou com sua espada, para depois jogar os farelos inúteis do topo do pico mais alto. O Sæculórum foi destruido não muito depois de sua criação, evitando assim o corrompimento de todos os mundos. Tais conhecimentos se perderam com a morte de seu criador para nunca mais serem vistos...

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A Balança

 Nos povos mais antigos, em lendas passadas pelas gerações de eladríns, kajiits, ferais e shardminds, contos pregam que a éons atrás, duas forças dividiam o universo: Yähe, o senhor da vida, da matéria e da existência, e Maleqüinn, senhor da magia, da energia e das emoções.


Tais seres discordavam de como o outro guiava o universo e desde o começo de tudo, guerreiam entre si pelo controle do mesmo. Seus combates se refletiam nos mundos dos mortais através de enormes e sangrentas campanhas militares, desastres naturais, acidentes arcanos, epidemias, extinção e nascimento de diversas raças e civilizações.
Por eternidades, ambos lutaram, sem nunca se derrotarem, enquanto que os mundos se reconfiguravam no processo. Numa manifestação de poder, Maleqüinn estava prestes a destruir tudo o que existia, Yähe se sacrificou para destruí-lo. Parte do universo não pode ser evitada de ser perdida, afetando todos os planos. Os mais antigos dizem que os primeiros de suas raças viram os mares serem tintos de carmesim quando o sangue das entidades foi derramado.
Mas as poderosas entidades são fortes demais para desaparecerem. Suas manifestações foram perdidas, mas suas essências se difundiram pela continuidade. O universo foi coberto pela energia dos dois, inclusive cada um de nós. Em nosso interior, fragmentos de ambos se prendem aos nossos corpos, almas, emoções, memórias. Eles continuam a lutar pela dominância, tentando nos levar para o lado de cada um deles.
As antigas forças continuam a moldar o mundo, apenas mudaram como tais mudanças se manifestam entre nós. Elas lutam, e lutarão até o fim do próprio tempo.


… Ou, pelo menos, é assim que os antigos povos dizem.

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