Na costa sudoeste de
Primus é bem conhecida a lenda do pirata Lanterna-Negra, que
assombrava as cidades costeiras a seculos atrás. Navegando
em um navio negro de três mastros, com uma figura dracônica na proa, e
mais de 100 canhões, ele assaltava os portos e as vilas na calada da
noite.
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| Adeya, A Imortal |
O seu título vem do
fato que ele sempre carregava uma enorme lanterna à óleo que
queimava uma fantasmagórica chama esverdeada. Sua arma de escolha
era uma longa espada leve, que brandia com a outra mão, com a qual
cortou diversos inimigos. Alguns também diziam que ele era capaz de
usar magias, bolas de fogo esverdeado que saíam da lanterna.
O seu navio, Adeya,
carregava velas negras e dispunha de uma horrenda tripulação, todos
diversos monstros que dizem ter vindo de todos os diferentes infernos
e a quais eram atribuído todo o tipo de horrores. Cidades atacadas
por eles eram dizimadas, tudo o que tem valor era roubado e os que os
que ousavam enfrentá-los não sobreviviam para contar a história.
Tudo aquilo que não era explodido pelos canhões do navio era
dizimado pelos ataques das espadas dos piratas. Lanterna-Negra, seu navio e tripulação, porém, nunca mais foram vistos em mais de 500 anos.
Essa
lenda é conhecida por todos da região, crianças crescem sob essas
histórias de terror e até os mais idosos respeitam os contos.
Porém, entre alguns dos mais bravos marinheiros, é repassado um
conto de um herói que viveu na mesma época. De um santo: São
James.
Somente
à alguns poucos é repassado as histórias do São James, e ainda
menos de fato acreditam. É dito que ele conquistou a vida com um
copo de cerveja na mão, e que se tornou santo por causa da fé que
inspira em todos os seus subordinados. Ele comanda uma frota que
navega o Oceano das Estrelas Caídas, que cruzam as águas durante a
noite e parecem surgir da névoa. Alguns chegam a dizer que os navios
em si são espíritos. Ele traz boa fortuna e proteção para todos
os navegadores, seu nome guia os perdidos e os náufragos, é simbolo
de prosperidade para as cidades costeiras que visita.
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| Um retrado de São James, em seus primeiros séculos |
“Grita
em protesto para um sussurro de calúnia, divide uma caneca para cada
lágrima de tristeza, para cada dúvida ele ilumina o nosso caminho:
nosso São James!” - cantam esses marinheiros em coro, navegando em
alto mar e tendo fé na proteção de seu santo.
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